Treinada por Dina Pedro no Ginásio Chakra Gym, situado no núcleo empresarial de Mafra, Catarina Valério é a actual Campeã Mundial de kickboxing de Júniores. Para uma jovem com apenas 17 anos, é um grande motivo de orgulho possuir três títulos mundiais, não só para si como também para Dina Pedro. Catarina está integrada na Selecção Nacional Portuguesa de kickboxing e é atleta do FC Outorela (Carnaxide).Não só se sagrou Campeã Mundial de kickboxing de Júniores, pela segunda vez, como também se tornou Campeã Mundial de Muaythai ,em Dezembro passado, em Banguecoque.
Com estas vitórias de títulos mundiais, Catarina passou ao escalão sénior.
Várias notícias foram publicadas sobre as suas vitórias, nos jornais periódicos do concelho. Desta vez, resolvemos entrevistá-la e descobrir um pouco mais do seu caminho…
Tornaste-te uma referência no kickboxing. Houve algum motivo que te levasse a praticar esta modalidade?
Catarina: Já me perguntaram isso muitas vezes e eu nunca arranjei uma grande explicação. Sempre fiz muito desporto: basquetebol, voleibol, futebol, atletismo… Só que, entretanto, há 2 anos, estava um bocado parada e decidi ir a um ginásio onde existia o kickboxing. Já conhecia a modalidade, mas nunca a tinha praticado. Fui ao ginásio, onde sabia que havia, e era a Dina Pedro a dar aulas. Fui lá e inscrevi-me. Só depois, quando fui fazer a aula, pensei: «E se eu não gostar? Já paguei, já me inscrevi e nem sequer experimentei!». Na primeira aula apaixonei-me completamente e apercebi-me que era mesmo aquilo que queria. Mas não houve nada de específico, não foi por ver numa revista, não foi por ver um combate, não foi por um amigo, não conhecia ninguém nesta área e acabei por ficar completamente apaixonada.
Quais as características que um atleta desta modalidade deve ter?
Catarina: Acima de tudo, as características físicas… Qualquer pessoa pode fazer kickboxing, desde que seja esforçada. Acho que a maior característica que um atleta deve ter é ser esforçado, ter força de vontade. Mas isso adapta-se a ti porque o kickboxing é dividido por categorias de peso e são variáveis. Por exemplo, quando comecei fazia a categoria de menos de 60kg; entretanto a categoria ideal para mim e para o meu corpo é menos de 56kg . Na altura em que entrei pesava 64kg. Cada atleta, cada pessoa deve ter características físicas que se adaptam e que podem ser trabalhadas. A realidade é que a melhor característica é o esforço e a força de vontade e conseguir lidar com a parte psicológica porque, há uma coisa de que já me apercebi: é que a tua cabeça manda e o teu corpo obedece. Por mais fraca que tu sejas, por mais cansada que estejas, por mais que penses que não és capaz, que tenhas as lágrimas nos olhos… Tu vais conseguir. A tua cabeça vai mandar e o teu corpo vai obedecer, mesmo com esforço.
Catarina: Acima de tudo, as características físicas… Qualquer pessoa pode fazer kickboxing, desde que seja esforçada. Acho que a maior característica que um atleta deve ter é ser esforçado, ter força de vontade. Mas isso adapta-se a ti porque o kickboxing é dividido por categorias de peso e são variáveis. Por exemplo, quando comecei fazia a categoria de menos de 60kg; entretanto a categoria ideal para mim e para o meu corpo é menos de 56kg . Na altura em que entrei pesava 64kg. Cada atleta, cada pessoa deve ter características físicas que se adaptam e que podem ser trabalhadas. A realidade é que a melhor característica é o esforço e a força de vontade e conseguir lidar com a parte psicológica porque, há uma coisa de que já me apercebi: é que a tua cabeça manda e o teu corpo obedece. Por mais fraca que tu sejas, por mais cansada que estejas, por mais que penses que não és capaz, que tenhas as lágrimas nos olhos… Tu vais conseguir. A tua cabeça vai mandar e o teu corpo vai obedecer, mesmo com esforço.
Como fazes os teus treinos? Fazes com que periodicidade?
Catarina: Eu treino todos os dias, de Segunda a Sábado, e ao Domingo corro. À Quarta-feira treino duas vezes, pois tenho essa oportunidade. Os meus treinos são orientados pela minha treinadora. Como é óbvio, não tenho autonomia para me treinar a mim mesma porque em todos os desportos é preciso um treinador. A minha treinadora (é claro que não consigo ser parcial…) é a melhor. É ela que orienta os nossos treinos e temos fases diferentes. Temos fases em que estamos a treinar para uma competição. Nesse momento treinamos com mais intensidade e treinamos o que temos de melhor para usar no combate. Mas quando passou o combate e só temos um novo combate dali a um mês ou dois conseguimos treinar a técnica, a força. Os treinos são muito localizados, por exemplo para a caixa respiratória usamos a corrida. Também temos um preparador físico que nos ajuda muito na preparação. Todos os treinos são orientados pela nossa treinadora e depende da altura de competições.
Catarina: Eu treino todos os dias, de Segunda a Sábado, e ao Domingo corro. À Quarta-feira treino duas vezes, pois tenho essa oportunidade. Os meus treinos são orientados pela minha treinadora. Como é óbvio, não tenho autonomia para me treinar a mim mesma porque em todos os desportos é preciso um treinador. A minha treinadora (é claro que não consigo ser parcial…) é a melhor. É ela que orienta os nossos treinos e temos fases diferentes. Temos fases em que estamos a treinar para uma competição. Nesse momento treinamos com mais intensidade e treinamos o que temos de melhor para usar no combate. Mas quando passou o combate e só temos um novo combate dali a um mês ou dois conseguimos treinar a técnica, a força. Os treinos são muito localizados, por exemplo para a caixa respiratória usamos a corrida. Também temos um preparador físico que nos ajuda muito na preparação. Todos os treinos são orientados pela nossa treinadora e depende da altura de competições.
Tens alguma técnica que aprecies particularmente?
Catarina: A minha técnica preferida é o circular médio, que é um pontapé que acerta na zona lateral do tronco ou no braço, porque acho muito bonito. Muito bonito, principalmente quando é feito pelos tailandeses porque o Kickboxing e o Muaythai são originários da Tailândia. Na Tailândia estão os melhores do mundo e os melhores pontapeiam muito bem. Eu adoro pontapear.
Catarina: A minha técnica preferida é o circular médio, que é um pontapé que acerta na zona lateral do tronco ou no braço, porque acho muito bonito. Muito bonito, principalmente quando é feito pelos tailandeses porque o Kickboxing e o Muaythai são originários da Tailândia. Na Tailândia estão os melhores do mundo e os melhores pontapeiam muito bem. Eu adoro pontapear.
Já ganhaste alguns prémios. Quantos foram e em que categorias?
Catarina: Foram alguns. É assim, eu comecei a competir a nível internacional há um ano e, entretanto, fiz 4 campeonatos internacionais, 3 do mundo e 1 da Europa. Os 3 do mundo ganhei-os, fui campeã. No da Europa, que foi o meu primeiro campeonato, fui vice-campeã . Já ganhei taças e medalhas e é uma experiência…completamente…fantástica!
Catarina: Foram alguns. É assim, eu comecei a competir a nível internacional há um ano e, entretanto, fiz 4 campeonatos internacionais, 3 do mundo e 1 da Europa. Os 3 do mundo ganhei-os, fui campeã. No da Europa, que foi o meu primeiro campeonato, fui vice-campeã . Já ganhei taças e medalhas e é uma experiência…completamente…fantástica!
Na Tailândia ganhaste o campeonato de Muaythai…
Catarina: É a modalidade dentro do kickboxing, como no futebol há o futsal entre outros, no kickboxing há várias modalidades, há o Kickboxing, o k1, … No kickboxing só se pode usar braços, pernas e punhos, no K1 podem usar braços, punhos, pernas e joelhos, no Muaythai podes usar pernas, joelhos e cotovelos. Eu gosto mais de Muaythai, acho uma modalidade muito bonita, bater cotovelos, andar corpo a corpo e a bater joelhos e rotações. A minha preferida é o Muaythai até porque foi aquela em que eu ganhei o meu primeiro título do mundo. Teve um grande valor sentimental para mim, mas o Muaythai deriva da Tailândia e o mais importante era ganhar o título do mundo de Muaythai na Tailândia. É muito bom. De todos os meus títulos foram aquele de que mais gostei.
Sentiste-te preparada quando participaste no teu primeiro camnpeonato, o europeu?
Catarina: Senti-me preparada e não era uma questão de me sentir preparada. Tal como nas outras modalidades, quando é a nível internacional funciona por selecções. Fizemos o estágio na selecção e eu fui logo convocada . Tinha que me sentir preparada e tinha que estar bem e a realidade é que correu bem e não fui a primeira atleta que no primeiro campeonato internacional conseguiu uma medalha. É obvio que os que vieram a seguir correram melhor ainda, mas aquele correu bem e competi em menos de 56kg. Tenho combatido sempre em menos de 56kg. 60 kg é uma categoria que consigo fazer, mas é mais difícil, pois elas são muito mais pesadas e, às vezes, tem que se jogar com o peso. Quem faz 60kg pode ter 62, 63 kg e, na última semana, consegue os 60kg, mas quando combate novamente tem os 63kg e depois há uma diferença de peso e, neste desporto, o peso conta muito, ou seja, o peso de força, a amplitude corporal . Como entretanto comecei a fazer 56kg, tornou-se mais fácil, pois quando fazia os 60 kg nunca tinha 60kg, era sempre 59,58 kg e depois combati com raparigas muito mais pesadas, o que foi bastante complicado para mim. Na categoria de menos 56kg sinto-me muito mais à vontade.
Catarina: É a modalidade dentro do kickboxing, como no futebol há o futsal entre outros, no kickboxing há várias modalidades, há o Kickboxing, o k1, … No kickboxing só se pode usar braços, pernas e punhos, no K1 podem usar braços, punhos, pernas e joelhos, no Muaythai podes usar pernas, joelhos e cotovelos. Eu gosto mais de Muaythai, acho uma modalidade muito bonita, bater cotovelos, andar corpo a corpo e a bater joelhos e rotações. A minha preferida é o Muaythai até porque foi aquela em que eu ganhei o meu primeiro título do mundo. Teve um grande valor sentimental para mim, mas o Muaythai deriva da Tailândia e o mais importante era ganhar o título do mundo de Muaythai na Tailândia. É muito bom. De todos os meus títulos foram aquele de que mais gostei.
Sentiste-te preparada quando participaste no teu primeiro camnpeonato, o europeu?
Catarina: Senti-me preparada e não era uma questão de me sentir preparada. Tal como nas outras modalidades, quando é a nível internacional funciona por selecções. Fizemos o estágio na selecção e eu fui logo convocada . Tinha que me sentir preparada e tinha que estar bem e a realidade é que correu bem e não fui a primeira atleta que no primeiro campeonato internacional conseguiu uma medalha. É obvio que os que vieram a seguir correram melhor ainda, mas aquele correu bem e competi em menos de 56kg. Tenho combatido sempre em menos de 56kg. 60 kg é uma categoria que consigo fazer, mas é mais difícil, pois elas são muito mais pesadas e, às vezes, tem que se jogar com o peso. Quem faz 60kg pode ter 62, 63 kg e, na última semana, consegue os 60kg, mas quando combate novamente tem os 63kg e depois há uma diferença de peso e, neste desporto, o peso conta muito, ou seja, o peso de força, a amplitude corporal . Como entretanto comecei a fazer 56kg, tornou-se mais fácil, pois quando fazia os 60 kg nunca tinha 60kg, era sempre 59,58 kg e depois combati com raparigas muito mais pesadas, o que foi bastante complicado para mim. Na categoria de menos 56kg sinto-me muito mais à vontade.
Já salientaste muitas vezes o peso, começaste com 64kg, certo? Foi necessária alguma dieta ou apenas o exercício para chegares a essa categoria?Catarina: Foi com a preparação física e com muito cuidado com a alimentação. Uma coisa é tu entrares num desporto e, logo no início, consegues perder 2/3 kg, porque são os que tu tens a mais. Conjugando a alimentação e o desporto, mesmo a comeres porcarias, consegues perdê-los. Outra coisa é quando já fazes esse desporto e até já perdeste esse 2/3 kg, mas depois não consegues perder mais. Nesse momento tens que ter cuidado com a alimentação, é o ideal. Deves também correr bastante, pois ajuda muito na perda de peso, mas principalmente cuidado com alimentação. Por exemplo, eu não bebo uma Coca-Cola há um mês porque vou ter um campeonato daqui a duas semanas, tenho que ter muito cuidado com a alimentação.
Houve algum episódio nesta modalidade que te tenha marcado?
Catarina: Foi o campeonato do mundo, na Tailândia. Foi o meu primeiro campeonato do mundo, logo a seguir ao da Europa. Ir à Tailândia era um dos meus sonhos. Qualquer lutador de Kickboxing ou Muaythai vê na Tailândia o paraíso, porque é lá que tudo é originado. Então, primeiro fui seleccionada para ir ao campeonato do mundo com a selecção sénior ,mas acabei por ir em júnior, com os melhores. O campeonato na Tailândia foi uma sensação… E depois, nesse campeonato conheci pessoas espectaculares, os combates correram-me muito bem. Foi uma viagem que não vou esquecer. Não consigo definir um episódio… Aliás, consigo. Nós já tínhamos ganho todos, nesse campeonato fomos 4 medalhas de ouro. Saímos à noite, quando acabou o campeonato, e enganaram-nos. Levaram-nos para um bar de prostitutas. Lá a prostituição é uma coisa normal. Foi muito engraçado porque nos apercebemos de pormenores culturais muito diferentes. De resto foi uma viagem espectacular.
Catarina: Foi o campeonato do mundo, na Tailândia. Foi o meu primeiro campeonato do mundo, logo a seguir ao da Europa. Ir à Tailândia era um dos meus sonhos. Qualquer lutador de Kickboxing ou Muaythai vê na Tailândia o paraíso, porque é lá que tudo é originado. Então, primeiro fui seleccionada para ir ao campeonato do mundo com a selecção sénior ,mas acabei por ir em júnior, com os melhores. O campeonato na Tailândia foi uma sensação… E depois, nesse campeonato conheci pessoas espectaculares, os combates correram-me muito bem. Foi uma viagem que não vou esquecer. Não consigo definir um episódio… Aliás, consigo. Nós já tínhamos ganho todos, nesse campeonato fomos 4 medalhas de ouro. Saímos à noite, quando acabou o campeonato, e enganaram-nos. Levaram-nos para um bar de prostitutas. Lá a prostituição é uma coisa normal. Foi muito engraçado porque nos apercebemos de pormenores culturais muito diferentes. De resto foi uma viagem espectacular.
Há pouco tempo estiveste em Itália, em Nápoles, como disseste, daqui a duas semanas vais estar num campeonato, não te sentes nervosa?
Catarina: Muito ansiosa. Até porque este último campeonato que fiz, em Itália, foi um campeonato do mundo de júniores. Eu sou júnior, só que como obtive bons resultados em júnior, a selecção de séniores convocou-me, ou seja, este campeonato que vai haver agora é um campeonato da Europa, de séniores. Já combati algumas vezes em sénior, mas a minha categoria é a de júnior e ter sido convocada pela selecção principal sénior é muito gratificante. É para veres que andas a treinar muito e a combater em combates não muito fáceis, mas foi tudo apreciado e confiam em ti. Geralmente há vários atletas para o mesmo peso, mas só pode ir um . Há atletas com mais experiência do que eu que tiveram de disputar o lugar para a selecção e eu não… Eu fui convocada e não havia mais ninguém com o meu peso, disseram que na categoria menos 56kg ia eu e só eu. Isso é muito gratificante. Estou nervosíssima porque é o meu primeiro campeonato como sénior e em sénior as coisas correm de maneira diferente. Elas já são mais velhas, já têm outra esperteza, mas é assim, eu já me sinto preparada e já combati em sénior outras vezes. Vamos ver como vai correr. Não tenho pressão em cima de mim porque é a minha primeira vez como sénior. Estou bastante expectante, vai ser em Guimarães e vêm cerca de 2 mil atletas de toda a Europa.
Catarina: Muito ansiosa. Até porque este último campeonato que fiz, em Itália, foi um campeonato do mundo de júniores. Eu sou júnior, só que como obtive bons resultados em júnior, a selecção de séniores convocou-me, ou seja, este campeonato que vai haver agora é um campeonato da Europa, de séniores. Já combati algumas vezes em sénior, mas a minha categoria é a de júnior e ter sido convocada pela selecção principal sénior é muito gratificante. É para veres que andas a treinar muito e a combater em combates não muito fáceis, mas foi tudo apreciado e confiam em ti. Geralmente há vários atletas para o mesmo peso, mas só pode ir um . Há atletas com mais experiência do que eu que tiveram de disputar o lugar para a selecção e eu não… Eu fui convocada e não havia mais ninguém com o meu peso, disseram que na categoria menos 56kg ia eu e só eu. Isso é muito gratificante. Estou nervosíssima porque é o meu primeiro campeonato como sénior e em sénior as coisas correm de maneira diferente. Elas já são mais velhas, já têm outra esperteza, mas é assim, eu já me sinto preparada e já combati em sénior outras vezes. Vamos ver como vai correr. Não tenho pressão em cima de mim porque é a minha primeira vez como sénior. Estou bastante expectante, vai ser em Guimarães e vêm cerca de 2 mil atletas de toda a Europa.
Alguma vez tiveste lesões graves?
Catarina: Nunca. Eu sofri lesões em voleibol, em basquetebol, em futebol, em atletismo, no kickboxing nunca me magoei. É óbvio que tenho nódoas negras e, de vez em quando, quando toco no cotovelo de alguém com a minha canela magoo-me. Pode acontecer em qualquer desporto.
Catarina: Nunca. Eu sofri lesões em voleibol, em basquetebol, em futebol, em atletismo, no kickboxing nunca me magoei. É óbvio que tenho nódoas negras e, de vez em quando, quando toco no cotovelo de alguém com a minha canela magoo-me. Pode acontecer em qualquer desporto.
São apenas aquelas lesões que obrigatoriamente fazes quando praticas algum desporto…
Catarina: Exactamente. A única lesão que tive ultimamente, e que me impediu de combater, foi ao empurrarem-me na escola, pois torci o pé.
Catarina: Exactamente. A única lesão que tive ultimamente, e que me impediu de combater, foi ao empurrarem-me na escola, pois torci o pé.
É normal nessa modalidade haver lesões graves?
Catarina: Não. Aliás já combati em profissional, sem caneleiras nem capacete. A nível amador combates com capacete e caneleiras para te proteger, agora quando é profissional é sem capacete e sem caneleiras. É canela com canela, os socos são mesmo na cara… Eu já combati em profissional, em Inglaterra, e não me magoei. Quando vinha ao canto, dizia para a minha treinadora que era fantástico porque não doía nada. Mas, raramente há lesões. Por exemplo, quando há os KO’s, aí sim, é preciso um cuidado maior. Há ambulâncias e bombeiros para fazer um check-up ao atleta, para ver se está tudo bem.
Catarina: Não. Aliás já combati em profissional, sem caneleiras nem capacete. A nível amador combates com capacete e caneleiras para te proteger, agora quando é profissional é sem capacete e sem caneleiras. É canela com canela, os socos são mesmo na cara… Eu já combati em profissional, em Inglaterra, e não me magoei. Quando vinha ao canto, dizia para a minha treinadora que era fantástico porque não doía nada. Mas, raramente há lesões. Por exemplo, quando há os KO’s, aí sim, é preciso um cuidado maior. Há ambulâncias e bombeiros para fazer um check-up ao atleta, para ver se está tudo bem.
Tens projectos para o futuro no kickboxing?
Catarina: Eu agora estou a construir a minha carreira profissional. É óbvio que tenho tido bons resultados e eu sei disso. Esses resultados significam muito para mim, mas ainda não são aquilo que eu quero. O que eu quero é ser campeã do mundo e ser a melhor do mundo em profissional. Quero poder jogar com qualquer uma de todo o mundo e poder ir lá, de igual para igual, sem qualquer receio. Agora ainda não posso jogar com qualquer uma, porque ainda há melhores do que eu. Ainda estou a começar e sou amadora. Como amadora jogo com qualquer uma, mas a nível profissional ainda não porque ainda não tenho categoria para isso. Mas faz parte da experiência e eu só tenho um combate profissional. Quero que chegue a altura em que, em profissional, eu jogue com qualquer uma, combata com qualquer uma em qualquer parte do mundo, porque os árbitros por vezes não nos facilitam a vida, quando é nos outros países. Sem ter medo de ninguém e sem achar que alguém é melhor que eu. Quero que as pessoas me respeitem. O meu grande objectivo é ser respeitada no mundo do kickboxing, que as pessoas me vão ver combater porque gostam de me ver combater. É óbvio que eu gostava de fazer a minha vida no kickboxing, mas sei que é algo muito difícil. Como atleta é impossível em Portugal e em muitas partes do mundo também. Como treinadora é diferente. É difícil mas sei que é possível, pois vejo a minha própria treinadora. São raros os treinadores de kickboxing que vivem só do kickboxing, a minha treinadora tem a sorte de conseguir viver só do kickboxing. Primeiro, eu gostava muito de me dedicar só à minha carreira como atleta, ganhar tudo o que tenho para ganhar, ser muito respeitada e ser campeã do mundo em profissional, o que é o meu maior objectivo.
Catarina: Eu agora estou a construir a minha carreira profissional. É óbvio que tenho tido bons resultados e eu sei disso. Esses resultados significam muito para mim, mas ainda não são aquilo que eu quero. O que eu quero é ser campeã do mundo e ser a melhor do mundo em profissional. Quero poder jogar com qualquer uma de todo o mundo e poder ir lá, de igual para igual, sem qualquer receio. Agora ainda não posso jogar com qualquer uma, porque ainda há melhores do que eu. Ainda estou a começar e sou amadora. Como amadora jogo com qualquer uma, mas a nível profissional ainda não porque ainda não tenho categoria para isso. Mas faz parte da experiência e eu só tenho um combate profissional. Quero que chegue a altura em que, em profissional, eu jogue com qualquer uma, combata com qualquer uma em qualquer parte do mundo, porque os árbitros por vezes não nos facilitam a vida, quando é nos outros países. Sem ter medo de ninguém e sem achar que alguém é melhor que eu. Quero que as pessoas me respeitem. O meu grande objectivo é ser respeitada no mundo do kickboxing, que as pessoas me vão ver combater porque gostam de me ver combater. É óbvio que eu gostava de fazer a minha vida no kickboxing, mas sei que é algo muito difícil. Como atleta é impossível em Portugal e em muitas partes do mundo também. Como treinadora é diferente. É difícil mas sei que é possível, pois vejo a minha própria treinadora. São raros os treinadores de kickboxing que vivem só do kickboxing, a minha treinadora tem a sorte de conseguir viver só do kickboxing. Primeiro, eu gostava muito de me dedicar só à minha carreira como atleta, ganhar tudo o que tenho para ganhar, ser muito respeitada e ser campeã do mundo em profissional, o que é o meu maior objectivo.
Aconselhas a prática de desporto aos jovens?
Catarina: Acho que toda a gente deve praticar desporto, seja caminhada, corrida, musculação, cadio-fitness, tudo… Pode ser uma jogatina ao fim-de-semana com os amigos, mas desporto sempre, sempre. Eu noto a vida que levava antes, mesmo a praticar algum desporto, uma vida muito sedentária e agora o quanto a minha vida mudou e eu mudei. E vejo aquilo que o desporto faz nas pessoas, eu recomendo sempre muito desporto para toda a gente, desde miúdos. Principalmente desde miúdos, porque cada vez mais as pessoas fazem as coisas por imitação. Existem ídolos e cada vez mais, ao nível do desporto, em Portugal, isso vai aumentado. Eu noto que, quando entrei, tinha alguns ídolos por quem me podia guiar, mas vejo que cada vez mais as pessoas novas, que entram para o kickboxing, têm mais jeito porque vêem muito, vêem-me fazer, vêem outros atletas a fazer e observam muito. Eu acho que os portugueses são muito dotados fisicamente. Os portugueses, as crianças e os jovens, deveriam investir bastante no desporto porque somos bastante dotados.
Catarina: Acho que toda a gente deve praticar desporto, seja caminhada, corrida, musculação, cadio-fitness, tudo… Pode ser uma jogatina ao fim-de-semana com os amigos, mas desporto sempre, sempre. Eu noto a vida que levava antes, mesmo a praticar algum desporto, uma vida muito sedentária e agora o quanto a minha vida mudou e eu mudei. E vejo aquilo que o desporto faz nas pessoas, eu recomendo sempre muito desporto para toda a gente, desde miúdos. Principalmente desde miúdos, porque cada vez mais as pessoas fazem as coisas por imitação. Existem ídolos e cada vez mais, ao nível do desporto, em Portugal, isso vai aumentado. Eu noto que, quando entrei, tinha alguns ídolos por quem me podia guiar, mas vejo que cada vez mais as pessoas novas, que entram para o kickboxing, têm mais jeito porque vêem muito, vêem-me fazer, vêem outros atletas a fazer e observam muito. Eu acho que os portugueses são muito dotados fisicamente. Os portugueses, as crianças e os jovens, deveriam investir bastante no desporto porque somos bastante dotados.
Já falaste em ídolos, quem é o teu ídolo?
Catarina: É a minha treinadora, a Dina Pedro, porque eu acho-a a melhor treinadora. Nos combates, olho para as equipas e para os atletas e são bons, ninguém lhes tira o valor porque foi aquilo que lhes ensinaram. Mas acho que tecnicamente e fisicamente a minha treinadora prepara-nos melhor e vive mesmo para nós. É aquilo a vida dela e há muitos treinadores que não pensam tanto assim, preocupam-se com os atletas, mas não encaram o kickboxing com tanta seriedade como a minha treinadora. Sem dúvida que o meu ídolo é a minha treinadora, como atleta e profissional, porque como atleta ela ganhou tudo o que tinha para ganhar e nunca teve a vida facilitada.
Catarina: É a minha treinadora, a Dina Pedro, porque eu acho-a a melhor treinadora. Nos combates, olho para as equipas e para os atletas e são bons, ninguém lhes tira o valor porque foi aquilo que lhes ensinaram. Mas acho que tecnicamente e fisicamente a minha treinadora prepara-nos melhor e vive mesmo para nós. É aquilo a vida dela e há muitos treinadores que não pensam tanto assim, preocupam-se com os atletas, mas não encaram o kickboxing com tanta seriedade como a minha treinadora. Sem dúvida que o meu ídolo é a minha treinadora, como atleta e profissional, porque como atleta ela ganhou tudo o que tinha para ganhar e nunca teve a vida facilitada.
Tu esperas, também, conseguir não ter medo de ninguém e vencer tudo e todos?Catarina: Eu não tenho medo de ninguém, só que ainda não tenho nível para jogar com todas, a nível profissional, pois sou apenas amadora. Eu quero, quando passar a profissional, é o meu objectivo e o objectivo que a minha treinadora me transmitiu, trabalhar até aos 20 anos. Vamos fazer combates de neo-profissional, que é a etapa antes da profissional, é sem caneleiras mas ainda é classe B. É combater muito para ganhar experiência. E, quando chegar aos 20 anos, é trabalhar só para ganhar. Aí é que não posso perder um combate. Quero jogar com qualquer uma, em qualquer lugar, mas é para ganhar. Agora vou ter 2 anos para me preparar para isso, para quando tiver 20 anos estar no topo da minha carreira e depois até aos 25, 27, 30 anos quero andar a combater. Quero ser a melhor.
Um atleta termina a sua carreira nesta modalidade com que idade?
Catarina: Há atletas com muito bom nível a combater. Na minha equipa há um atleta com 38 anos a combater, mas isso são pessoas muito dotadas. Uma carreira de atleta de topo vai até aos 33, 34 anos. Depende também da altura em que te iniciaste, por exemplo, eu iniciei-me aos 15 anos, mas agora estou a entrar num nível avançado e tenho colegas que se iniciaram aos 17 e só agora, aos 19 anos, conseguem iniciar este nível. Eu fui bastante precoce, porque tive sorte de ter bastante jeito de início. Fui logo passando etapas e fui combatendo com pessoas mais difíceis e é obvio que vou ter mais tempo em profissional do que certos colegas meus.
Catarina: Há atletas com muito bom nível a combater. Na minha equipa há um atleta com 38 anos a combater, mas isso são pessoas muito dotadas. Uma carreira de atleta de topo vai até aos 33, 34 anos. Depende também da altura em que te iniciaste, por exemplo, eu iniciei-me aos 15 anos, mas agora estou a entrar num nível avançado e tenho colegas que se iniciaram aos 17 e só agora, aos 19 anos, conseguem iniciar este nível. Eu fui bastante precoce, porque tive sorte de ter bastante jeito de início. Fui logo passando etapas e fui combatendo com pessoas mais difíceis e é obvio que vou ter mais tempo em profissional do que certos colegas meus.
E assim terminou a nossa entrevista a Catarina Valério. A Catarina demonstrou ser muito comunicativa e esclareceu-nos algumas dúvidas que tínhamos acerca da modalidade que pratica.
A campeã mundial de kickboxing, na categoria K1,deixa assim, na nossa entrevista, referências a parte da sua vida desportiva e um apelo aos jovens para a prática de desporto. Ficam desde já os nossos agradecimentos pela entrevista concedida.
Ana Silva
Bruna Santos
Cátia Jorge
Sara Malheiro
A campeã mundial de kickboxing, na categoria K1,deixa assim, na nossa entrevista, referências a parte da sua vida desportiva e um apelo aos jovens para a prática de desporto. Ficam desde já os nossos agradecimentos pela entrevista concedida.
Ana Silva
Bruna Santos
Cátia Jorge
Sara Malheiro
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